A Reforma Tributária inaugura uma das maiores transformações na tributação brasileira desde a Constituição de 1988. A partir de 2026, começa a transição para dois novos tributos: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituirão impostos atuais e remodelarão toda a estrutura fiscal sobre o consumo.
Para empresas de tecnologia, e-commerce e segmentos altamente dinâmicos, entender essas mudanças é fundamental para garantir previsibilidade financeira, conformidade e competitividade.
O que são IBS e CBS e o que muda com a Reforma Tributária
A transição para IBS e CBS tem como objetivo simplificar a tributação do consumo no Brasil, reduzindo distorções e tornando o sistema mais transparente. Veja como cada imposto funciona:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) Substituirá PIS e Cofins, simplificando a cobrança federal e unificando alíquotas. Será um tributo não cumulativo, com créditos mais amplos e regras mais claras.
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) Unificará ICMS (estadual) e ISS (municipal) em um único imposto, com arrecadação compartilhada. Também seguirá o modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), praticado em diversos países.
A principal mudança é a adoção do sistema IVA puro, no qual o imposto incide apenas sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia. Isso altera a forma de apuração, compensação de créditos e precificação de produtos e serviços.
Impactos contábeis e fiscais para as empresas
A introdução dos novos tributos impactará diretamente rotinas contábeis, fiscais e operacionais. Entre os principais efeitos estão:
- Regras mais amplas para créditos tributários, exigindo novo controle interno;
- Atualização completa de ERPs, sistemas fiscais e automações contábeis;
- Revisão de contratos, tabelas de preços e margens, já que a carga efetiva pode mudar conforme o setor;
- Ajuste de notas fiscais e obrigações acessórias, que terão novos layouts e exigências;
- Período de convivência entre os sistemas antigo e novo, de 2026 a 2033, aumentando a complexidade;
- Necessidade de maior rastreamento e documentação, já que os órgãos fiscais terão mecanismos mais precisos de auditoria.
Para empresas com operações interestaduais, serviços digitais ou múltiplos itens de receita, o impacto será ainda mais significativo.
Como se preparar desde 2025
A melhor estratégia é iniciar a preparação antes da obrigatoriedade. Para isso, recomenda-se:
- Realizar um diagnóstico fiscal completo, identificando pontos sensíveis e riscos no modelo atual;
- Simular cenários para entender a variação de carga tributária conforme o setor, regime e volume de operações;
- Ajustar processos internos, principalmente relacionados ao faturamento, apuração de créditos e conciliação fiscal;
- Treinar equipes fiscal, contábil e financeira para as novas regras e impactos operacionais;
- Acompanhar de perto as regulamentações que serão publicadas até 2026;
- Contar com planejamento tributário consultivo, que permite readequar operações, reduzir riscos e identificar oportunidades de otimização fiscal.
Empresas que se anteciparem terão uma transição mais segura, evitando custos inesperados, inconsistências e retrabalhos durante o período de dupla apuração.
Conclusão
A transição para IBS e CBS marca um novo capítulo na gestão fiscal brasileira. Embora o processo exija adaptação e atenção contínua, ele também representa uma oportunidade para empresas revisarem seus processos, otimizarem tributos e fortalecerem sua governança.
A Moro Contabilidade e Consultoria está preparada para apoiar empresas na adequação ao novo modelo, oferecendo análises, simulações e planejamento estratégico para uma transição segura e eficiente.
Entre em contato e descubra como preparar sua empresa para a Reforma Tributária de 2026.
Saiba como funcionará a transição para IBS e CBS em 2026 e entenda os impactos contábeis e fiscais da Reforma Tributária para empresas que buscam previsibilidade e conformidade.